A Administração de Empresas é uma das áreas mais procuradas por estudantes que pretendem iniciar uma graduação. Muitos dizem que essa grande procura pode ser explicada pela seguinte frase: “quem não sabe que curso fazer, faz Administração”. Não se sabe até que ponto isto pode ser verdade, mas a frase faz sentido quando verificamos o conteúdo do curso. As disciplinas embutidas nesse pacote são as mais diversas possíveis: economia, psicologia, marketing, gestão de pessoas, administração financeira, etc.
O curso explora várias áreas do conhecimento, e isso não acontece por acaso. O administrador precisa desta bagagem para atuar dentro das organizações, pois elas são compostas por diversos departamentos e apresentam uma infinidade de problemas diferentes, que exigem um conhecimento prévio do profissional para que a tomada de decisão seja eficaz.
Existem quatro princípios que regem a Administração, são eles: planejar, organizar, liderar e controlar. E planejar não é o primeiro elemento por acaso. O planejamento é a pedra fundamental das empresas, pois é através dele que se definem os objetivos da organização, suas metas, de que maneira os objetivos serão alcançados (estratégias), enfim, serve para determinar no presente o que se espera do futuro. Assim, todo administrador tem que estar apto a planejar e, mais do que isso, deve ser capaz de tirar tudo isso do papel e transformar em realidade.
E o que isso tem a ver com Gestão do Conhecimento?
Para que o planejamento estratégico funcione efetivamente, é preciso ter na empresa conhecimentos que sustentem as estratégias, e estes conhecimentos estão nas pessoas. Portanto, cabe aos administradores / líderes / gestores identificar o conhecimento e as competências que cada colaborador tem e direcioná-los de encontro às estratégias e objetivos organizacionais.
Embora não seja possível gerir o conhecimento tácito, aquele que está intrínseco na pessoa, que é difícil codificar, o administrador/gestor deve ser capaz de extrair de cada colaborador o maior volume de informações e experiências possíveis para torná-los conhecimento explícito e ainda promover o compartilhamento de informações dentro do contexto organizacional.
Há um ponto que é importante considerar: ter conhecimento sem saber o que fazer com ele não leva nenhuma empresa ao sucesso, é preciso aplicá-lo e gerenciá-lo, e, considerando que gerir é administrar, ninguém melhor que um administrador para trabalhar na gestão do conhecimento.
Se por um lado administração é importante para a gestão do conhecimento, por outro o conhecimento é vetor da administração moderna, porque as empresas já perceberam que o conhecimento é o mais valioso ativo que elas tem, e por isso tem trabalhado mais políticas de retenção de talentos, aprendizagem com treinamento e desenvolvimento, universidades corporativas, etc. Hoje, sinônimo de desenvolvimento é investir em intangíveis, é investir em pessoas.
No congresso promovido pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo neste ano, foram convidados presidentes de diversas empresas – Azul Linhas Aéreas, Schincariol, Vivo, entre outras – e professores de instituições renomadas para proferirem palestras dos mais variados temas, e nenhum dos palestrantes deixou de citar a importância do conhecimento e como administrá-lo bem traz benefícios para a organização, principalmente quando se pensa em inovação. E é claro que falaram de suas equipes e como elas são importantes para o crescimento das empresas.
Assim, se administrar é atingir objetivos através de pessoas, e conhecimento é insumo de transformação, base para construção do novo e está presente nas pessoas, podemos concluir que uma boa administração do conhecimento levará muitas empresas a execução perfeita da estratégia, e, consequentemente, aumentando sua parcela de mercado.
Tags: administração, ativos intangíveis, conhecimento, gestão, pessoas
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